O famoso calígrafo e escritor da Dinastia Han Oriental, Cai Yong, fala na sua obra, Bi Lun (Teoria do Uso do Pincel), em “pinceladas esvoaçantes”. Este termo serve para descrever o movimento de voo livre e o espírito de escrita da caligrafia. Os artistas fazem uso de pontos e linhas e utilizam as técnicas do uso do pincel, tais como os traços leves e pesados, as pausas e transições, a ideia de rapidez e lentidão, para criar um trabalho de caligrafia elegante. Diz o estudioso dos tempos modernos, Lu Xun, que "a caligrafia não é poesia, mas tem o encanto da poesia; não é pintura, mas tem a beleza da pintura; não é dança, mas tem o ritmo da dança." Isto explica que a caligrafia realce o encanto, a elegância e o ritmo e dê mais vitalidade aos caracteres chineses.
A caligrafia é a arte da variedade do traço. Para dominar a técnicas é preciso persistir na prática. Ho Loi Seng é um artista de Macau que muito tem contribuído para a arte da caligrafia. Os seus trabalhos são, de quando em quando, seleccionados para a Exposição Colectiva de Artistas de Macau, que se realiza anualmente. Em 2011, o trabalho de caligrafia de Ho, Os Sinos a Tocar à Chuva de Liu Yong, ganhou o Prémio Especial de Melhor Criação na XXVII Exposição Colectiva de Artistas de Macau.
Após um ano de preparação, a exposição individual de caligrafia chinesa de Ho Loi Seng inaugura, com sucesso, expondo 50 obras-primas (conjuntos) em escrita corrente e de escribas. As obras em destaque incluem poemas e ensaios como Prelúdio para a Melodia da Água e a Borboleta e a Flor de Su Shi; Sobre o Amor de Lótus de Zhou Dunyis. Ao ver esta exposição, temos não só a ocasião de admirar a escrita caligráfica de Ho, bem como os clássicos famosos da literatura chinesa.
| De : | 2012/08/04 |
| Até : | 2012/09/02 |